Wednesday, March 21, 2012

Cartas de Rachael

So I asked her:
What if this does not belong to you
And all the things you thought were true
Turned out to just be someone else's lies?



Rachael. Um nome, uma identificação. Quem és, Rachael?
"Sou uma alma efémera."
Frases soltas num papel manchado. Frases sem sentido que se cruzam. Cartas rasgadas e rascunhos desperdiçados. Gosto de te imaginar com uma personalidade distorcida e uma mente à deriva.
"Abraça as minhas explosões. Deixa-te destruir."
O corpo é efémero, a alma devia ser eterna. Explica-me o que queres dizer, Rachael. Quero ler-te. Não te quero abraçar, não te quero real. Quero que sejas uma alma, mas eterna. Não me destruas! Quem és, Rachael?! Mostra-me mais! Escreve mais! Sê eterna!
"Boom! Morri."
Nada te identifica. Apenas uma assinatura. Rachael. O que significa um nome, se nada mais que um título gráfico? No entanto, conheço-te. Sinto-te próxima e igualmente longínqua. Abraça-me... Aparece e destrói-me.
Rachael... És tudo o que eu queria ser, que na verdade já sou. És desprezo e amor. Rachael, és um monte de cartas loucas! Cartas sem destinatário e sem remetente. Devaneios de madrugada! Morreste? Permanece morta.

Saturday, January 28, 2012

Am I not allowed to dream?

How stupid am I for dreaming? For thinking of every little thing possible in life. Every time I do it, everything fades... I only dreamt about it, and it died! All it took was a dream to kill us. To kill what never existed. Every. single. time.
It's only a dream... It's supposed to die. I know it, I'm used to it. But this time, I'm falling to my knees, and I don't know why. NOTHING WAS REAL! I fell in love with the dream, and now I'm dying... 
I miss what we never had.

Wednesday, January 4, 2012

Pensamentos vazios

Um sentimento esmaga-me o peito. É o vazio que me consome a alma. O vazio... o fim... Nada. Nada me consome, e tudo me esmaga. Não sinto nada, e no entanto sinto tanta coisa...
A minha mente é inundada por pensamentos ocos. Pensamentos sem nexo que não sei explicar. Se conseguisse explicar, seria o mundo diferente? Saberiam quem sou?
Quero desaparecer...
Quero ser alguém que não eu...
Quero ter uma vida diferente todos os dias.
Quero tudo o que não posso ter...


Sei que não sou a única. Então porque me sinto tão abandonada?

Thursday, December 8, 2011

A revolução

A revolução sente-se no ar. Uma sensação comestível, saboreia-se o ar; um paladar agridoce. A cidade aparenta estar adormecida mas nunca esteve tão desperta. Não é uma revolução de armas, não é uma revolução económica ou política; é uma revolução espiritual. O mundo batalha consigo próprio. Os corpos foram apoderados por uma crescente rede de sentimentos contraditórios; o ser humano tornou-se o seu inimigo e não sabe como se aniquilar.
O planeta está em guerra! Pais desprezam filhos, esposas matam maridos... A moralidade morreu. A esperança morreu. Somente o ódio sobrevive. O ódio viola os corações das almas mais puras, enquanto o desgosto lhe faz companhia. As lágrimas gritam por socorro em vão - ninguém as ouve. Uma humanidade surda pisa esta terra, esta lama banhada de sangue. Onde está o teu salvador?
Uma revolução que pretende mudar mentalidades... Forçar o animal humano a mudar, a fugir aos seus instintos. Querem reescrever séculos de História, acrescentar o amor, a tolerância e o perdão. Será possível, ou continuará o sangue sujo a manchar esta cidade? Uma revolução perdida, diria o homem sábio.

Sunday, November 20, 2011

Há momentos assim.

Quero o fim sem mudança; o fim sem a dor, o fim sem sentimento. Não o quero conversar, não quero ter de o enfrentar. Quero afastar-me sem o perceber... sem tu o perceberes.
Cansei-me. Acordei. Não me interessa o que pensas ou o que dizes. Cansei-me!
Não preciso de dizer tudo o que odeio... Tu sabes de cor o que me incomoda. O que me aniquila.
Não sei o que te quero dizer... Quero que aprendas a amar-me. Entendes?  Entendes o que quero e o que me mata? Entendes alguma coisa?...
Odeio a sensação de vazio que tenho quando estou contigo. Um vazio escuro e esmagador.
Odeio não saber o que fazer ou dizer. Odeio isto, odeio aquilo; odeio! Odeio tudo.
Infelizmente, não sou capaz de te odiar... Não sou capaz de me afastar.

Infelizmente, não tenho coragem de te mandar esta mensagem.

Saturday, November 5, 2011

Não te amo

Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.


Almeida Garrett

Saturday, October 8, 2011

tumblr

Só para deixar a mensagem de que decidi aderir ao tumblr. I was bored.
Depois de horas (literalmente) a tentar arranjar um url - porque já existia tudo!, cheguei a ourloveisalie.tumblr.com

:)