Saturday, December 19, 2009

The Nobodies

Today I'm dirty.
I want to to be pretty.
Tomorrow I know, I'm just dirt.

Fear the nobodies!

Wanna be somebodies!
We're dead, we know just who we are!

Yesterday I was dirty,
Wanted to be pretty.
I know now that I'm forever dirt.

Fear the nobodies!
Wanna be somebodies!
We're dead, we know just who we are!

Some children died the other day,
We feed machines and then we pray.
Puked up and down in morbid faith.
You should have seen the ratings that day!


We are the nobodies!
Wanna be somebodies!
We're dead, we know just who we are!

by Marilyn Manson

Friday, December 4, 2009

Evidence

You have eyes that lead me on,
And a body that shows me death.
Your lips look like they were made for something else
But they just suck my breath.

I want your pain,
To taste why you're ashamed.
And I know you're not just what you say to me,
And I'm not the only moment you're made of.

You're so sudden and sweet.
All legs, knuckle, knees.
Head's blown clean off,
Your mouth's paid off.
Fuck me 'til we know it's unsafe,
And we'll paint over the evidence.

I want you wanting me.
I want what I see in your eyes.
So give me something to be scared of,
Don't give me something to satisfy.

You're so sudden and sweet.
All legs, knuckle, knees.
Head's blown clean off,
Your mouth's paid off.
Fuck me 'til we know it's unsafe,
And we'll paint over the evidence.

I want your pain,
To taste why you're ashamed.
And I know you're not just what you say to me,
And I'm not the only moment you're made of.

You're so sudden and sweet.
All legs, knuckle, knees.
Head's blown clean off,
Your mouth's paid off.
Fuck me 'til we know it's unsafe,
And we'll paint over the evidence.

by Marilyn Manson

Thursday, December 3, 2009

O Anti-Cristo em Portugal! (1 Dezembro, 2009)

Assim que acordei, (dia 1, este post vai atrasado...) vi logo que o Anti-Cristo tinha chegado a Portugal. Estava um dia super esquisito! Mesmo dia à Marilyn Manson. - E às duas da manhã o céu estava de tal maneira que parecia madrugada.

Eram exactamente nove horas quando cheguei ao Campo Pequeno. Lá entrei, ba bla bla... A banda de abertura era fixe.
Às dez horas, para aí dez minutos antes de o concerto começar mesmo, já eu via o Twiggy a andar dum lado para o outro no palco (sim, tinha lá o pano manhoso a tapar, mas donde eu estava dava para ver o lado direito do palco). Quando finalmente começou, foi delírio total. O Marilyn Manson a sair dalí no meio do fumo, foi espectacular.

A primeira música que ele cantou do novo albúm, "High End of Low", foi "Pretty As A Swastika". FUCKING AWESOME! Adorei a fatiota, e o cenário, e... adorei tudo!
Sinceramente, foi um concerto tão fantástico que se eu começo aqui a falar não paro... Mas para não falar dos pormenores todos (porque de certeza que depois me escapava alguma coisa e tinha de vir cá sempre acrescentar quando me lembrasse), digo simplesmente que - na minha opinião - o momento alto da noite foi quando ele queimou a Bíblia (aquilo só podia ser uma bíblia, né!) na "Four Rusted Horses".
Mas a "Devour" e a "Irresponsible Anthem" também foram tão fixes!...
E como eu já calculava, estão me a escapacar coisas... Adorei os cenários todos, btw.
Bem... Acabou com a "Beautiful People", ou seja, acabou em grande!

Foi a primeira vez que fui a um concerto do Marilyn Manson, e adorei. É para repetir, sem dúvida alguma.
O headbanging e a emoção foram de tal maneira que a verdade é que no dia a seguir nem me levantei da cama (true story!). Aliás, ainda estou meio ressacada, e não bebi nada!

Saturday, November 28, 2009

Flush

I'm feeling rotten today
I guess
I forgot I am shot
I'm not ok
So long to pain,
So long to games
So long say goodbye
Someone tell me why,
I'm feeling cold inside
Do I wanna, do I wanna die?
Someone tell me why,
It's building up inside
Do I wanna die and
Kiss it all goodbye?

I'm a sinking ship
On a sea of bliss, I'm not ok
I'm blind to this
Is this just a test
To help me see?


by Mötley Crüe

Wednesday, November 25, 2009

Álvaro de Campos (Cansaço)

O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...


(So true...)

Wednesday, November 18, 2009

Random thoughts

Your hope is gone, and so is mine.

I won't live your weak wicked lie.

You don't cry like you should.

by Breaking Benjamin

I am the idiot who will not be himself.

Let's jut kill everyone and let your God sort them out.

I don't need to choose a side!

It's not your fault that you're always wrong!

I never ever believed in me.

I make myself sick just to poison you.

"Love everybody" is destroying the value of "all hate has got me nowhere".

by Marilyn Manson

Saturday, November 7, 2009

Dactilografia - Álvaro de Campos

Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projecto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.

Que náusea da vida!
Que abjecção esta regularidade!
Que sono este ser assim!

Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavalarias
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do sul, opulentos de verdes.

Outrora...

Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.

Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substracto de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.

Na outra não há caixões, nem mortes.
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer.
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...

Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Se, desmeditando, escuto,
Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de escrever.