Tuesday, July 12, 2011

Cronologia de um blog

Estive a rever este blog. Ler o passado, lembrar o que esqueci.
As coisas mudaram, ou nem por isso? Well, aparentemente não gostava de músicas antigas, and now I'm a 80's lover :) Isso mudou.
Mas e o resto? A partir de por volta de 2008, pelo menos, pelo que li, não mudou muito. Que conclusão retirar? Music freak, yes. Problematic (and stupid) teenager, yes. Self-esteem issues, alot more back then, but yes. Abandoned, yes.
Então... Qual é a conclusão ALÉM disto? Não sei... Não quero aprofundar o vazio. Quando olhamos para um poço, sabemos que não há mais nada para além do que vemos, mas o simples facto de não vermos o fim faz-nos questionar e querer descobrir. Descobrir o que já sabemos. A esperança leva-nos a limites patéticos...

A ouvir música, tal e qual em como muitos dos outros posts, caio na tentação de citar algo que estou a ouvir, com esperança de me expressar melhor. Não o vou fazer. Depois de 3/4 anos, os sentimentos são os mesmos. Para quê continuar a fazer-me de vítima? Não o sou. Cobarde, inútil, talvez, mas vítima não. Não sou nada nem ninguém. E depois? Não vamos todos morrer? Ainda bem, muitos nem mereciam nascer. Talvez seja aí que me enquadre.

Nunca mudamos realmente. O passado não nos abandona. Somos animais, somos monstros e fantasmas. Oh, genetics are such a bitch. Quando nasci, estive quase a morrer logo após a minha "chegada". Teria sido o melhor, talvez... Não seria mais uma dor de cabeça no mundo nem mais uma boca a alimentar e a desperdiçar.
Pressinto que o meu primeiro pensamento, assim que cheguei ao mundo, foi "fuck, onde é que me vieram meter? não gosto." E estupidamente meti aquele pensamento na cabeça, até chegar a este ponto.

Serei igual a... ...
Vou passar a minha vida a lamentar quem sou?

Friday, July 8, 2011

Carnival of Rust

Não há palavras para descrever tal perfeição...





D' you breathe the name of your saviour in your hour of need?
And taste the blame if the flavor should remind you of greed?
Of implication, insinuation and ill will, 'til you cannot lie still,
In all this turmoil, before red cape and foil come closing in for a kill.

Come feed the rain,
'Cause I'm thirsty for your love, dancing underneath the skies of lust
Yeah, feed the rain,
'Cause without your love my life ain't nothing but this carnival of rust

It's all a game, avoiding failure, when true colors will bleed
All in the name of misbehavior and the things we don't need
I lust for after no disaster can touch, touch us anymore
And more than ever, I hope to never fall, where enough is not the same it was before

Come feed the rain,
'Cause I'm thirsty for your love, dancing underneath the skies of lust
Yeah, feed the rain,
'Cause without your love my life ain't nothing but this carnival of rust

Don't walk away... Don't walk away, oh, when the world is burning
Don't walk away... Don't walk away, oh, when the heart is yearning


by Poets of the Fall

Thursday, July 7, 2011

Here I am

Darling, rip off my clothes and skin.
Scream at my veins, make me feel ashamed.
Hate me. Fuck me. Make me feel alive!

Love me... Embrace me.
Won't you take my pain away?
Why don't you look at me?
Just... anything... Notice me...

I'll kill you...
Then you'll notice me, won't you?!
I'll make you suffer and scream my name!
Yes! Oh, the joy!
I'm your last breath...
Do you see me now?

Thursday, June 30, 2011

A mentira online II

O que acontece quando somos apanhados na mentira do outro? Uma coisa é mentir, outra é nós sermos subjugados à mentira de terceiros! Eu crio uma personagem fictícia, protejo-me do mundo real... Eles também. A mentira alcança tal nível, que quem mente esquece-se que o outro também o faz.
E agora?
Agora julgamos o outro. Como se atreve a mentir? Enganar-me! Mas eu também o fiz... "Não, eu tinha uma razão. Eu tinha medo de ser julgada, afastada. Ficar sozinha." Razões, desculpas. Não têm os outros razões também? Hipócrisia, o maior defeito humano.

Um mundo de ficção. Histórias de reis, acção, violência, drama, romance, comédia... Personagens irreais que nos fazem acreditar na sua existência. Acreditamos porque gostamos da ilusão. O ser humano gosta de ser enganado; a maior prova disso é o fascínio pela magia. No entanto, não gostamos de descobrir que estamos a ser enganados. Ironia da vida.
Hoje, falo com um mentiroso... Não mentiu no seu sentido puro (na sua mente é capaz de ser tudo real), mas sinto-me enganada e não gosto da sensação. Alguma vez lhe menti? Estou demasiado enterrada na mentira para o distinguir - as nossas vidas tornaram-se uma mentira. Como o posso culpar, então? Não posso... Mas quero! Quero afastá-lo, negar tudo e não perdoar! Serei uma má pessoa?

Mais uma vez pergunto, e agora?
Não posso julgar, entendo e até fiz o mesmo. Afastar-me não iria contra o que eu defendo? Já o fiz antes, poderia fazê-lo outra vez... Mas não seria correcto! Mas ficar... não... não aguento. E agora?!
Seria mais fácil ele decidir afastar-se. Cada um seguia o seu caminho, mas a decisão teria sido dele! Ninguém saía magoado.
E agora?...
Agora alimento a fantasia... Duma maneira distante e fria, talvez? Minto, uma vez mais. Para fugir da mentira dele, tenho de mentir. É assim que a internet funciona. Quem sou eu para não obedecer às suas regras e tentar fugir da sua ficção? Não me vou afastar, vou desfrutar o espectáculo. Continuar o teatro, escrever o romance. Mentir com prazer, gozar com a sua mentira. Sou má? Talvez, mas muito mais divertido do que tentar ser boa, don't you agree?

Eu minto.

texto extraído de: overmundo

Eu minto.

Quando preciso.
Quando não preciso.
Quando me dá vontade.
Quando quero testar os outros,
Rir de alguém.
Ou quando quero exercitar minha criatividade.
Minha capacidade de criar enredos,tramas, dramas.
Afinal, preciso disso pra viver.
Eu preciso de ilusões como outras precisam de jóias.
Nunca fui muito boa em separar a vida real, das maquinações
que surgem na minha cabeça.
Nem sei qual é o mundo real?
É o da cabeça?
Eu sempre fui uma perturbação desses dois estados
Esquizofrenia? Genialidade?
Às vezes sou obrigada a ver só o que é real, esquecer as fantasias.
Sair da minha mente
Às vezes saio
Às vezes minto que saí.
E esse mundo é meu, não gosto de dividi-lo, daí nunca querer publicar nada.
Não quero medíocres entrando no meu reino.
Quero esse meu lugar estranho, protegido
A sagrada desordem da minha alma é minha,.
Eu a aceito, e a respeito
E tenho que defende-la
Esse mundo dado a todos.
Não quero.
É pequeno e bobo.
Quero uma verdade inventada.
Já paguei caro por isso
Me misturei com pessoas que piores e mais egoístas, com mundos ainda mais fantásticos.E também já fui barrada nesses paraísos artificiais.
Sofri
Vi muita gente indo embora,
Hoje entendo
Essa vida de dois mundos é para poucos
Pros embriagados de vida
Fortes
Determinados
Mentirosos
Criadores
Já fiquei na rua sozinha, sem dinheiro pro cigarro
chorando, borrada na esquina.
A cabeça não para
E isso às vezes é enlouquecedor.
São milhões de pessoas em mim
Só queria saber pq meu mundo não é como o dos outros
Pq questiono tanto?
Tentei.
Li Niezstche
Li Clarice.
Poesia beatinick.
Fui a médicos.
Dancei até cair.
Amei idiotas
Me marquei
Rezei
Roubei
Trepei com as mulheres que quis.
E com homens que me davam nojo.
Ofendi
Machuquei,
Fui cruel.
Egoísta.
Infiel
Abusei.
Cansei
Errei.
Admiti
Fui imperfeita
Fui eu
Até desistir de entender
Agora sou feliz





Pra você que não me lê mais.


Senhorita Miller

Monday, June 27, 2011

Last rites / Loved to deth

Your body's empty now as I hold you.
Now you're gone I miss you,
But I told you
I remember bad times more than good.
There's no coming back even if we could.
I loved you to death!

If I can't have you then no one will,
And since I won't I'll have to kill.
My only love, something I've never felt.
Now you've gone to heaven, and I'll burn in hell!
I loved you to death!


Now I'm down below, and
what do I see?
You didn't go to heaven, your down in hell with me.
And now you're coming back,
"Baby take me please!"
I really think I would if you weren't such a sleaze.
I loved you once before, you kept me on a string.
I'd rather go without than take what you would bring!
I loved you to death!

by Megadeth

Friday, June 17, 2011

O meu rapaz de olhos azuis

Quem era ele? Apareceu do nada, e para o nada voltou, mas no pouco tempo que permaneceu mudou tudo em que tocou - incluindo eu. Não sabia nada sobre a sua existência, e continuo sem saber.
Lembro-me dos seus olhos azuis, como me perdi neles e tão bem me souberam enganar.
"Em certas partes do mundo, considera-se que os olhos azuis trazem azar, que são o sinal de um demónio disfarçado."
Seria ele um demónio? Ou quero eu uma desculpa por me ter deixado assim? O misterioso rapaz de olhos azuis e o seu toque enigmático... O prazer que me proporcionou e as saudades que deixou.

Que posso eu fazer agora? Não tenho nada. Não vou voltar a encontrar alguém como ele. Quero chamá-lo de "meu"...
O rapaz de olhos azuis não pertence a ninguém, é livre. Ri-se de quem se apaixona, aproveita-se de quem o quer. E assim fico sozinha, sonhando com o meu rapaz de olhos azuis.